sábado, 17 de novembro de 2007

Convicções

Minhas convicções levaram a inocência de outrora.
Sou o mártir, sem historia.
Caminho entre as bestas, irradiando meu falso brilho, em suas faces.
Múltiplos, e de todo cabíveis frente a rotina vazia, que arrastei os meus dias.
Escrevo de um só golpe, os momentos breves da minha vida, como se a cada instante a caneta viesse a falhar, e deixar em branco as linhas tortas em que trilho a vida.
Relato aqui sem nenhum pudor, o desfecho sórdido em que se fiam os dias, de uma mente rubra e empachada ate o córtex, pelo cinismo oriundo do falso adendo, chamado “Amigo”.
Seja como for é certo que aquele que abnega a companhia dos iguais é, antes de tudo corajoso e ate certo ponto estúpido. ( pois que seja eu um estúpido corajoso).
É tentador, saber que seus iguais estão a olhar por ti; deixando sempre a mão entendida em qualquer sinal de perigo, no entanto existe um preço a pagar por esse préstimos, cumplicidade, humildade, falta de amor próprio. Durante muito tempo fui escravo desses favores, não aceito mais pagar esse preço, oneroso por demais. Vivo o mundo segundo a neutralidade de minha natureza, busco a introspecção, pois considero que somente dela eu possa alcançar verdadeiros adendos, capazes de me tornar mais forte e corajoso, frente à insânia da vida, a solidão é a minha mais fiel companheira.
Minha visão de mundo e maquiavélica e principesca, onde os fins justificam os meios, eu rio do pudor e cuspo na “moral e bons costumes”. Sou plebeu nos modos e nobre nos gestos, imparcial e indiferente frente à noção do certo e errado, ando a devorar doses cavalar de Bakunin e Nietzsch.

Mal do Século

Todo o engenho merece um lugar na consciência, entre os seus inúmeros circuitos, enxerguei uma força jamais vislumbrada por mim, cruzada no seu projeto a trasfiguração da alma dos pensadores da vida.

Triste por manifestações, que contrariam a sua única e consistente vontade, de liberdade e reinvenção de um mundo agora tomado pelas faculdades mais decadentes, onde só o ceticismo é capaz de criar, “em principal o religioso”, peço desculpas se pareço por demais obscuro, esse recurso, já aqui não cabe mais. Transpareça e venha à tona a verdade por traz dos ditos populescos, onde a ridicularizarão da figura homem, é moeda de troca.
Por decênios, utilizei dessa moeda, onde sua COROA representa a desqualificação das coisas terrenas “tidas mundanas” e sua CARA, a valoração das faculdades mais medíocres do homem reduzidos a mero animal de rebanho. Por esse motivo sou mais um aborto chamado “homem contemporâneo”, já em mim não transparecem instintos nobres que tanto valorizaram os livres pensadores, a incrível inversão de valores pregada e empurrada goela a baixo, onde suas funestras presunções aboliram o direito de artista do homem de dar “forma ao homem”, de adquirir nobreza suficiente, para perceber as inúmeras diferenças hierárquicas e a distancia existente entre homem e homem. Bestas gritam aos quatro ventos “igualdade perante deus”, e como Deuses que se acham “essas religiões soberanas”, (criaram uma espécie diminuta, quase ridícula, “um animal de rebanho”, um ser de boa vontade, doentio e medíocre, o homem de hoje).

Toda essa imposição me sufoca me faz engolir seco o grito de liberdade, preso em minha garganta. Só desejo, quem sabe um dia? O homem consiga se livrar desses preceitos, e finalmente atingir sua forma autentica. Sem que caia sobre ele, as famosas teias do puritanismo, sufocando e corrompendo sua liberdade de espírito, e que esse MAL DO SECULO seja expugado de uma vez por todas.