Todo o engenho merece um lugar na consciência, entre os seus inúmeros circuitos, enxerguei uma força jamais vislumbrada por mim, cruzada no seu projeto a trasfiguração da alma dos pensadores da vida.
Triste por manifestações, que contrariam a sua única e consistente vontade, de liberdade e reinvenção de um mundo agora tomado pelas faculdades mais decadentes, onde só o ceticismo é capaz de criar, “em principal o religioso”, peço desculpas se pareço por demais obscuro, esse recurso, já aqui não cabe mais. Transpareça e venha à tona a verdade por traz dos ditos populescos, onde a ridicularizarão da figura homem, é moeda de troca.
Por decênios, utilizei dessa moeda, onde sua COROA representa a desqualificação das coisas terrenas “tidas mundanas” e sua CARA, a valoração das faculdades mais medíocres do homem reduzidos a mero animal de rebanho. Por esse motivo sou mais um aborto chamado “homem contemporâneo”, já em mim não transparecem instintos nobres que tanto valorizaram os livres pensadores, a incrível inversão de valores pregada e empurrada goela a baixo, onde suas funestras presunções aboliram o direito de artista do homem de dar “forma ao homem”, de adquirir nobreza suficiente, para perceber as inúmeras diferenças hierárquicas e a distancia existente entre homem e homem. Bestas gritam aos quatro ventos “igualdade perante deus”, e como Deuses que se acham “essas religiões soberanas”, (criaram uma espécie diminuta, quase ridícula, “um animal de rebanho”, um ser de boa vontade, doentio e medíocre, o homem de hoje).
Toda essa imposição me sufoca me faz engolir seco o grito de liberdade, preso em minha garganta. Só desejo, quem sabe um dia? O homem consiga se livrar desses preceitos, e finalmente atingir sua forma autentica. Sem que caia sobre ele, as famosas teias do puritanismo, sufocando e corrompendo sua liberdade de espírito, e que esse MAL DO SECULO seja expugado de uma vez por todas.
sábado, 17 de novembro de 2007
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