Minhas convicções levaram a inocência de outrora.
Sou o mártir, sem historia.
Caminho entre as bestas, irradiando meu falso brilho, em suas faces.
Múltiplos, e de todo cabíveis frente a rotina vazia, que arrastei os meus dias.
Escrevo de um só golpe, os momentos breves da minha vida, como se a cada instante a caneta viesse a falhar, e deixar em branco as linhas tortas em que trilho a vida.
Relato aqui sem nenhum pudor, o desfecho sórdido em que se fiam os dias, de uma mente rubra e empachada ate o córtex, pelo cinismo oriundo do falso adendo, chamado “Amigo”.
Seja como for é certo que aquele que abnega a companhia dos iguais é, antes de tudo corajoso e ate certo ponto estúpido. ( pois que seja eu um estúpido corajoso).
É tentador, saber que seus iguais estão a olhar por ti; deixando sempre a mão entendida em qualquer sinal de perigo, no entanto existe um preço a pagar por esse préstimos, cumplicidade, humildade, falta de amor próprio. Durante muito tempo fui escravo desses favores, não aceito mais pagar esse preço, oneroso por demais. Vivo o mundo segundo a neutralidade de minha natureza, busco a introspecção, pois considero que somente dela eu possa alcançar verdadeiros adendos, capazes de me tornar mais forte e corajoso, frente à insânia da vida, a solidão é a minha mais fiel companheira.
Minha visão de mundo e maquiavélica e principesca, onde os fins justificam os meios, eu rio do pudor e cuspo na “moral e bons costumes”. Sou plebeu nos modos e nobre nos gestos, imparcial e indiferente frente à noção do certo e errado, ando a devorar doses cavalar de Bakunin e Nietzsch.
sábado, 17 de novembro de 2007
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