sexta-feira, 29 de março de 2019

Volúpias Eternas

Abro os olhos, e nele encontro sua figura
Tão pura e bela, como se outrora

Turbilhões de desejos e volúpias
Jamais teria exalado dos seus poros

Seus olhos fechados, escondem
O calor dos momentos que passamos juntos

Nesse êxtase, mergulhamos
Uma parte minha nunca mais voltou

Nunca mais amou
Nunca mais viveu
Nunca mais existiu

E nesses nuncas, encontrou a paz
Com essa paz, fecho meus olhos

E já não encontro a sua figura
Tão bela e pura como outrora

Mas sim, um fim
E que as chamas desse inferno, esquente meu corpo, e me cubra da volúpia, que não mais dos seus poros poderás exalar!

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